Mídias alternativas - Bus TV
Venho observando muito o aspecto visual de São Paulo, onde caminho bastante e vejo que algo está muito diferente. De um ponto ao outro você passa a observar mais a cidade, passa a discutir sobre uma determinada edificação e se nutri de uma “paisagem concreta”.
Me lembro a um tempinho atrás, eu passando por essa cidade com meus pais, sempre me despertando pelos outdoors digitais da Av. dos Bandeirantes e da marginal Pinheiros.
Tudo mudou do dia para noite, graças a “Lei de extermínio e limpeza“, ao qual foi aprovada sem a mínima dúvida pelo nosso querido prefeito. A partir dessa iniciativa, passamos a confundir um mercado com um galpão de Congonhas(azar de morar perto), uma padaria com um restaurante, uma cafeteria com um barzinho, ou seja, temos que lembrar ou anotar lugares no nosso caderninho.
Eu sei que em excesso faz mal, mas vamos levar em conta, “desde quando qualidade de vida é prioridade por aqui?”. Maior exemplo disso são nossos rios.
Esses dias, acompanhei os comentários de um senhor descontente com vida, pois a meses atrás seu faturamento publicitário girava em torno de R$25.000 , que foram adaptados com as normas e divididos por 25.
Tá Helder! E cadê as mídias alternativas?
Todo esse processo levou as empresas a buscarem novas metodologias publicitárias.
A alguns meses, os trens da linha verde do metrô, estão vindo equipados com monitores lcd ao qual nos traz mídias informativas e propagandas até que admiráveis. Isso eu já esperava, pois eu sempre estranhava a escuridão das telas a pouco antes da novidade.
Hoje me espantei ao mudar eventualmente meu meio de locomoção, pois encontrei monitores dentro de um ônibus, dessa vez com um canal ultra-cultural quando se baseamos na camada populacional ocupada em grande parte desses veículos. Além disso , assistimos clipes de MDB’s (Música Desconhecida Brasileira…não é punk) . Também ficamos informados sobre exposições pela cidade, aplicações correstas de gramática e alguns capítulos do seriado dinosauro “O Gordo e o Magro“.
Chamado de Bus TV , ele vem de uma idéia já aplicada na Europa e despertou anúncios de gigantes como Casas Bahia e Davene. Possui cerca de 250 equipamentos, está com a meta de atingir 500 até o fim do ano e chegar a cidades como Rio de Janeiro e Curitiba.
